PALAVRA DO VIGÁRIO: Outubro, mês de Nossa Senhora Aparecida

Queridos irmãos e irmãs em Cristo, no mês de outubro, voltamos com alegria nosso olhar para Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, exemplo de fé e maternal cuidado para toda a Igreja.

Celebrar Nossa Senhora Aparecida é celebrar a presença silenciosa e constante de Deus na nossa história, na vida cotidiana das famílias, na prece humilde e no coração de todos os devotos.

A devoção a Nossa Senhora Aparecida brota de uma história simples, mas riquíssima em significado: aquela imagem de barro encontrada no Rio Paraíba do Sul, em 1717, que, aos poucos, se tornou ponto de encontro da confiança dos fiéis, testemunho de graças e sinal de esperança.

É ela quem nos mostra que Deus age nas coisas pequenas, nos gestos humildes, nas mãos dos pescadores e no encontro com o impossível.

Nossa Senhora Aparecida nos convida a compreender sua maneira de estar no mundo: Imaculada, confiável, sempre apontando para Cristo. Sua vida é ensinamento de serviço, de amor gratuito e de intercessão.

Ela nos acolhe como mãe: aquela que protege, que cuida e que caminha conosco na via do sofrimento, mas também da alegria.

Ter em casa uma imagem de Nossa Senhora Aparecida não é apenas um ornamento ou uma tradição cultural. Ela tem um valor espiritual profundo, pois nos recorda cotidianamente que Maria é nossa mãe no caminho da fé. Quando olhamos para ela, somos convidados a voltar o olhar para Deus, buscar sua intercessão maternal e aprender dela a humildade e entrega.

E aqui desejo deter-me em um detalhe da imagem: as mãos postas de Nossa Senhora Aparecida. São mãos em atitude de oração, de súplica, de serviço; essas mãos rezam conosco, carregam nossas intenções, acolhem nossas dores. Quando, em 1978, a imagem foi quebrada em pedaços, o único fragmento que permaneceu intacto foram, justamente, as mãos. Que mistério! É como se a Mãe quisesse nos dizer: “Filhos, nas mãos postas está o segredo. A oração nunca se quebra, nunca se perde, nunca se destrói. É ela que sustenta a fé e reconstrói o que foi ferido.” As mãos unidas de Maria nos ensinam que, quando tudo parece despedaçado em nossa vida, é na oração que encontramos a força para recomeçar. Se a fé às vezes se vê atingida, se os projetos se desfazem, se a esperança se fragmenta, a oração é o elo que permanece inteiro, o alicerce que sustenta e o caminho que reconstrói.

Ao celebrarmos Nossa Senhora Aparecida este mês, somos convocados não só a pedir suas graças, mas também a nos deixar purificar por sua presença. Que seu exemplo nos inspire a aspirar a uma vida mais santa, mais comprometida com o Evangelho, mais semelhante à humildade, à obediência e à fé daquela que disse: “Faça-se em mim segundo a tua palavra.”

Gostaria de, caro leitor, fazer-lhe uma proposta: neste mês, dedique um tempo especial a Nossa Senhora Aparecida. Coloque em destaque, em sua casa ou em seu ambiente de trabalho, uma imagem ou lembrança da Padroeira. Mas não a trate apenas como objeto: que ela seja um convite constante à oração, uma janela aberta para o Céu.

Que Nossa Senhora Aparecida, neste mês de outubro, cheia de graça, interceda por nós junto de seu Filho Jesus, para que sejamos também testemunhas vivas de fé, esperança e caridade. Que ela continue aparecendo, não só na imagem, mas nos gestos, nos corações e nas ações, como Mãe do povo brasileiro e Mãe da nossa Igreja.

Com afeto pastoral e bênção em Cristo,

Pe. Alysson Antunes Carvalho – Jornal Santa Generosa de outubro 2025.

Foto crédito: Cláudia Pereira (Adora Comunicação Católica).

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