O Dia de Finados, 02 de novembro, é o dia apropriado para rezarmos por nossos antepassados e pelos fiéis defuntos. É o dia em que celebramos também a vida eterna e a ressurreição dos mortos, antecipada por Cristo, que ressuscitou ao terceiro dia, e aguardada por todos nós no dia do Juízo Final.
Um pouco de história: O costume de se rezar pelos falecidos data do 1º século da era cristã. Os fiéis costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas e rezavam por aqueles que haviam morrido sem o martírio. A Memória dos Mortos foi incluída na celebração da Santa Missa no século IV, e desde o V a Igreja reserva um dia para que rezemos pelos falecidos esquecidos. No século X, porém, Santo Odilon, abade do mosteiro beneditino de Cluny, na França, introduziu entre os monges o costume de se rezar por todos os mortos, assim como havia o dia de Todos os Santos.
A partir do século XIII, estabeleceu-se o dia 2 de novembro como dia de Finados. Uma das razões pelas quais desde o século V a Igreja dedica um dia aos mortos, está na preocupação pelos que morreram e foram esquecidos. “Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais como os outros que não tem esperança” (1 Tes. 4, 13).
Visita ao cemitério – Ao fiel que visitar devotamente um cemitério e rezar, mesmo em espírito, pelos defuntos, concede-se indulgência aplicável somente às almas do purgatório. Esta indulgência será plenária, cada dia, de 1 a 8 de novembro; nos outros dias será parcial.
Fonte: “Manual das Indulgências”, editado pela Penitenciaria Apostólica em 29 de junho de 1968.